Apostasia no Islã

Texto de Ali Sina. Publicado por Khadija Kafir 31-07-2015 Para ler o original, clique aqui.

A apostasia no islã é punível com a morte. Esta sentença é praticada todas as vezes em que os muçulmanos estão no poder e podem praticá-la. No Irã, muito Baha’is foram executados porque eles mudaram de religião. As fátuas contra Salman Rushdie, Talisma Nasrin e Anwar Sheikh são exemplos disso.

Os muçulmanos são treinados para ter devoção fanática. Eles não hesitarão em cometer nenhum crime se for feito em nome de Alá. O Islã é uma religião de relativismo moral. Significa que roubar, mentir, fazer terrorismo e até assassinar são aceitáveis se forem praticados por Alá e sua causa.

Não vos escuseis, porque renegastes, depois de terdes acreditado! E se indultássemos uma parte de vós, puniríamos a outra, porque é pecadora.” (Alcorão 9:66)

“Quanto àqueles que descrerem, após terem acreditado, e continuarem na incredulidade, jamais lhes será aceito o arrependimento e serão os desviados”. (Alcorão 3:90)

“Ó crentes, aqueles dentre vós que renegarem a sua religião, saibam que Alá os suplantará por outras pessoas, às quais amará, as quais O amarão; serão compassivas para com os crentes e severas para com os incrédulos; combaterão pela causa de Alá e não temerão a censura de ninguém”. (Alcorão 5:54)

 “Ó profeta, combate os incrédulos e os hipócritas, e sê implacável para com eles! O inferno será sua morada. Que funesto destino! Juram por Alá nada terem dito (de errado); porém blasfemaram e descreram, depois de terem aceito o islã. Pretenderam o que foram incapazes de fazer, e não encontraram outro argumento, senão o de que Alá e Seu Mensageiro os enriqueceram de Sua graça. Mas se se arrependerem, será melhor para eles; ao contrário, se se recusarem, Alá os castigará dolorosamente neste mundo e no outro, e não terão na terra, amigos nem protetores” (Alcorão 9:73-74)

“Admoesta, pois, porque és somente um admoestador! Não és de maneira alguma guardião deles. E àquele que te for adverso e incrédulo, Alá infligirá o maior castigo.” (Alcorão 88: 22-24)

Parece que os versos acima se contradizem. De um lado a escolha da fé é deixada ao indivíduo e Deus diz a Maomé que não se deve forçar a fé neles; e imediatamente ele faz uma exceção para aqueles que escolhem rejeitar o islã depois de abraçá-lo. Esta é uma prova flagrante da natureza cúltica do Islã.

Os versos seguintes são sobre os mecanos que depois de aceitar o islã não quiseram imigrar a mando de Maomé, ou quiseram voltar para Meca, a seus lares e vidas. Maomé ordena a seus seguidores que matassem quem deserdasse o acampamento. Esta foi uma sentença dura contra os muçulmanos que estavam de saco cheio e só queriam voltar para casa.

Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Alá. Porém, caso se rebelem, capturai-os e matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor” (Alcorão 4:89)

Há também muitos hadiths que confirmam o que está no Alcorão sobre o duro tratamento aos apóstatas. Aqui estão alguns exemplos deles:

Relatou Ikrima: Ali queimou algumas pessoas (hipócritas) e esta notícia alcançou Ibn ‘Abbas, que disse: “Se eu tivesse no lugar dele eu não os teria queimado, como o profeta disse: ‘não puna ninguém com a punição de Alá’. Mas sem dúvida eu teria matado, pois o profeta disse: ‘se algum muçulmano descartar sua religião, mate-o”. (Sahih Bukhari 4.260. Outra maneira de achar essa parte é Volume 9, Livro 84, Número 57)

 Relatou Abu Burda: “… O profeta enviou Mu’adh bin Jabal atrás dele e quando Mu’adh o alcançou, deitou uma almofada para ele e pediu que se abaixasse (e sentasse na almofada). Atenção: havia um homem acorrentado ao lado de Abu Muisa. Mu’adh perguntou: “quem é este homem?” Abu Muisa disse: “ele era um judeu e se tornou muçulmano e depois virou judeu de novo”. Então Abu Muisa pediu outra vez que Mu’adh se sentasse, mas ele disse: “não vou me sentar até que ele seja morto. Este é o julgamento de Alá e Seu apóstolo (para tais casos)” E repetiu três vezes. Daí Abu Musa ordenou que ele fosse morto e ele foi morto”. (Sahih Bukhari 9.58) Ver também Sahih Bukhari 9.271)

Obs.: O volume 9 Livro 84 de Sahih Bukhari se chama “Lidando com os apóstatas” onde trata da questão da pena de morte para eles. NT

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.

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