Deixei o Islã, um recado aos muçulmanos

Vídeo retirado do canal CEMB admins, do YouTube. O CEMB é o Conselho dos Ex-muçulmanos da Grã-Bretanha.

 

Transcrição:

Vou tentar responder brevemente a pergunta que me fazem: “Por que você deixou o Islã?”

Não foi um tópico específico, ou um argumento, que me levou a perder a fé, embora houvesse muitos que tiveram efeitos poderosos. Nem foi pela descoberta de algo novo sobre o Islã que eu já não soubesse. Foi basicamente por uma mudança de perspectiva. Comecei a ter um olhar mais crítico sobre o Islã. Não tenho certeza de como ocorreu essa mudança, ou o que a causou, mas quando aconteceu, toda a história que o Islã apresentava e que por tanto tempo achei que era certa, começou a parecer incrivelmente absurda e minha fé começou a sucumbir lentamente. Toda a ideia de que o desejo de deus para a humanidade é a de que todos escolham a crença “correta”, a mais antiga, dúbia e sem lógica, de modo que ele possa dar uma recompensa por toda a eternidade, que pudesse dar evidências irrefutáveis e inegáveis de sua existência e de qual religião é verdadeira, mas em vez disso, ele se mantém escondido e assegura de que há dúvidas razoáveis, daí ele faz a pena pela descrença tão obscenamente cruel e exagerada.

Um deus que não precisa de adoração e mesmo assim a exige, que não precisa criar, mas o faz para benefício de sua criatura, ainda que a maioria de suas criaturas não se beneficiem por terem sido criadas. Um deus que deseja que nós livremente escolhamos amá-lo e adorá-lo e ainda assim nos ameaça se nós não fazemos isso. Um deus paroquial, que ignora a maioria do mundo, e favorece uma área pequena do deserto. Que fez o seu melhor há dois mil anos, mas ficou calado há 1.400 anos. Um deus que enviou três livros cruciais, mas permitiu que os dois primeiros fossem horrivelmente corrompidos, antes de decidir proteger o terceiro, o que, é claro, ele podia ter feito desde o início, evitando muitas cismas, e evitando que muitas pessoas fossem cozidas, assadas, feitas de churrasco e outras coisas desagradáveis de seu livro de receitas. Um deus que fez sua mensagem tão ambígua, mal entendida e facilmente mal interpretada, que as pessoas viveriam se matando por causa dela. Que fez as descrições como as de Adão e Eva parecerem que contradizem as evidências científicas e cujos testes basicamente envolvem a matança, a fome e o caos e que afetam suas pobres criaturas com doenças, desastres e e defeitos congênitos e daí as pune se elas perderem a fé nele. Um deus que permitiria que o critério fundamental para o sucesso ou o fracasso dependesse do local em que você nasceu. Mas sem dúvidas, a punição para quem não acredita é o inferno.

Eu simplesmente não podia crer que se houvesse um deus, ele seria tão sádico e de uma crueldade tão sem lógica que torturaria para sempre suas criaturas imperfeitas. Chamar um deus que faz isso de misericordioso é ridículo além das palavras. Assim que enxerguei os versos do Alcorão atentamente, minha fé simplesmente entrou em colapso. E não porque eu rejeitasse a ideia de que houvesse um deus, mas porque, se há um deus, acredito que ele deve ser melhor do que isso. Por via das dúvidas, vamos supor que eu tenha falhado em entender a sabedoria divina. E deus, é claro, pode queimar minha pele eternamente, torrar meu cérebro e derreter minha cara por pensar erroneamente que ele era melhor do que isso. Mas vamos também dizer, por via das dúvidas, que você esteja errado. E que se houver um deus, ele não tem nada a ver com as descrições do Alcorão ou da Bíblia. Então quem está realmente insultando deus? Eu, que creio que deus não pode ser um monstro sádico? Ou você, que acredita que ele é?

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