Islamofobia é ad hominem

Texto de Ali Sina (2006) Tradução de Khadija Kafir 08/06/2015

Um amigo me alertou que existe uma discussão na Wikipédia sobre o neologismo islamofobia. E já sugeriram que esta categoria deveria ser deletada porque o termo islamofobia é divisivo, provocante e frequentemente usado para inibir a crítica válida ao Islam.

Esta sugestão, é claro, como já é de esperar, tem sido rejeitada pelos muçulmanos que já islamizaram tudo, inclusive a Wikipédia. Este amigo perguntou minha opinião. Veja o que acho:

O Islã é uma ideia. A rejeição a isso não pode ser considerada como uma fobia. Chamar os opositores de uma ideologia como “fóbicos” é uma falácia. Toda ideologia tem seu criticismo e seus oponentes, mas a gente não escuta os críticos do cristianismo serem chamados de “cristofóbicos”, os comunistas chamando seus opositores de “comunistofóbicos”, ou os hindus chamando seus críticos de “hindufóbicos”. O termo “Islamofobia” é incorreto tecnicamente e desconcertante.

De acordo com o dicionário, a fobia é um medo “persistente, anormal e irracional” de uma coisa ou situação específica que compele alguém a evitar aquilo, apesar de instruídos de que o que temem não é perigoso. Assim, o neologismo “Islamofobia” implica que o Islã não é perigoso e que o medo dele não faz sentido.

Este argumento não tem sido ainda estabelecido e não é universalmente aceito. Há muitos que argumentam que o Islã é realmente uma ideologia perigosa e eles têm argumentos racionais para provar. E independentemente de tal criticismo contra o Islã estar certo ou errado, chamar isso de “fobia” implica que os argumentos já foram refutados e que já foi sancionado que o medo da ameaça islâmica é uma doença mental.

Só muçulmano é capaz de tanta irracionalidade e arrogância. Todos nós nos lembramos do caso de Muhammad Abdullah, o Íman afegão que se converteu ao Cristianismo e que estava enfrentando uma execução. Quando o governo do Afeganistão foi pressionado a soltá-lo, para se safarem, acusaram o homem de ser insano, e como tal, incapaz de ser julgado. Na cabeça dos muçulmanos, só uma pessoa louca discordaria do Islã. Isto é pura arrogância.

O Budismo é de todo jeito uma religião pacífica e com a não violência em seu cerne. Apesar de o Budismo ter seus críticos, nós nunca os chamamos “budistofóbicos”. O neologismo Islamofobia não faz sentido. É derrogatório e usado de maneira pejorativa para silenciar os críticos do Islã.

 A fobia é uma desordem (doença). Aqui jaz uma lista de fobias: Androfobia (medo de homens); Acrofobia (medo de altura); Aracnofobia (medo de aranha); Coitofobia (medo do coito); Ablutofobia (medo de tomar banho); necrofobia (medo de cadáveres); Hadefobia (medo de ir para o inferno. Essa fobia afeta a todos os muçulmanos); Insetofobia (medo de insetos); Filofobia (medo de se apaixonar); Xenofobia (aversão a coisas ou pessoas estrangeiras) etc.

Como é que a oposição ao Islã pode cair nessa categoria? Esses medos são irracionais e requerem terapia. Será que os muçulmanos querem insinuar que os críticos do Islã precisam de terapia? Não se pode chamar uma crítica de fobia. O Islã é uma ideologia. A fobia é um medo irracional de coisas, pessoas, ou situações, mas não oposição a crenças. A crença per se não é assustadora: são as pessoas com crenças nefastas que se tornam perigosas e assustadoras. Como se pode ver, o vocábulo “Islamofobia” é idiota porque o Islã é um sistema de crenças e não é possível ter medo de uma crença. De qualquer ângulo que se olhe o Islã, acharemos a estupidez olhando para nós.

Em contrapartida, os muçulmanos sofrem de um pavor irracional de judeus. As crianças muçulmanas são ensinadas que os judeus são malvados e que comem criancinhas muçulmanas e faz pasta com seu sangue. Os judeus são caricaturados de maneira demonizada, e retratados como monstros sugadores de sangue. Em um programa de televisão mostrado na Palestina, uma criança de três anos foi entrevistada e perguntada sobre o que ela odiava mais. Ela disse: “os judeus” e os jornalistas glorificaram a Alá ao ouvir esta consideração estúpida. Então o neologismo “judeofobia” (medo de judeus) é um léxico correto, porque o medo irracional de judeus é inculcado nos muçulmanos desde a infância. Os muçulmanos sofrem gravemente dessa doença.

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Se as crianças em qualquer lugar fossem ensinadas a temer os muçulmanos do jeito que as crianças muçulmanas temem os judeus, daí o neologismo “muçulmanofobia” faria sentido. Mas não é o caso. O Islã é um sistema de crenças. Repito que é um direito humano discordar de qualquer crença. Chamar isso de fobia é uma falácia. O Islã é a única ideologia cujos seguidores tentam desacreditar os críticos chamando o criticismo de “fobia”. Isso é tão insano quanto falar em “fascistofobia”.

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O absurdo da mente muçulmana é tal que eles acham que está tudo bem em incitar o ódio contras os “infiéis” em geral e principalmente contra os judeus e ainda assim ninguém pode criticar sua ideologia de ódio.

O que é que está por trás dessa paranoia de fobia contra o criticismo? A incapacidade do muçulmano em conter o criticismo contra o Islã. Falhando em ser capaz de fazer isso, recorrem ao ad hominem e tentam atacar a pessoa que faz a crítica rebaixando seu caráter e dizendo que a crítica é uma doença.

A palavra “Islamofobia” é, portanto, um sintoma de uma bancarrota intelectual dos muçulmanos em trazer argumentos lógicos e defender o Islã de maneira racional. Islamofobia é ad hominem, é um insulto. E sublinha o fato de que o Islã é uma mentira, incapaz de sobreviver ao criticismo. É por isso que os muçulmanos precisam instaurar a censura e usar a força bruta para proteger sua mentira.

A existência desse neologismo é uma confissão tácita de que o Islã é uma mentira que não pode ser defendida logicamente, e que o ad hominem e a censuras são as únicas maneiras de protegê-lo.

Para ler o original: http://www.faithfreedom.org/oped/sina60526.htm

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA também é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.

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